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Agapornis



Agapornis



 

 

ALIMENTAÇÃO

 

Há um ditado popular que demonstra a importância que tem uma boa e equilibrada alimentação dos agapornis que é o seguinte:

" Os pássaros criam pela boca"

Esta deve de ser considerada a primeira regra na criação de qualquer espécie de Aves.

Os agapornis são granivoros e como tal a sua alimentação é á base de sementes, complementada com papas (farinhadas), frutas e verduras.

São várias as sementes que constituem a dieta dos agapornis , devendo de ser dadas nas proporções certas de modo a evitar carências e excessos. Muitas são as formulas destas misturas em que cada criador ou marca de comidas põe um pouco mais de "sal em seu manjar".

 

 

Uma das formulas mais utilizadas em Portugal é a seguinte:

Milho alvo amarelo

20%

A qualidade das sementes

A qualidade das sementes é de extrema importância para o bem estar físico das Aves.

Sendo as sementes a base da alimentação dos agapornis, a qualidade das mesmas deve de ser a nossa primeira preocupação.

Algumas das doenças das aves são transmitidas através de microtoxinas e ácaros existentes em sementes de má qualidade e a uma deficiente armazenamento das mesmas por parte de quem as comercializa. Quanto mais limpas e polidas forem as sementes, melhor é a sua qualidade.  Sementes com cheiro a mofo não devem de ser administradas.

Quantos de nós já não sentiram comichão na mão e no braço que esteve mexendo nas sementes?..........Isto é a prova da existência de ácaros nas mesmas.

Prefira as sementes devidamente embaladas e compre em locais que saiba que têm uma boa renovação dos seus stocks, evitando assim comprar sementes velhas que perderam parte do seu valor nutritivo.

Milho alvo branco

12,5%

Milho alvo japonês

3%

Girassol raiado

15%

Girassol Branco

7,5%

Alpista

12%

Cartamo

7,5%

Aveia descascada

7,5%

Trigo serraceno

5%

Arroz com casca

3%

Cânhamo

3%

Linhaça

3%

Niger

1%

 

 

 

Outra formula que está sendo bastante utilizada na Europa com resultados muito positivos e que se caracteriza essencialmente pela ausência das sementes de girassol é a seguinte:

Milho alvo amarelo

36%

O Girassol

O girassol é muito rico em gordura e quando dado em excesso faz com que os pássaros engordem diminuindo o seu ardor sexual.

Os agapornis são aves muito inteligentes e bastante selectivas na sua alimentação, comendo as sementes que mais se adequam ás suas necessidades durante a fase de criação em que se encontram, desde que tenham oportunidade de escolha.

Quando criava agapornis no meu apartamento, colocava sempre o girassol num comedouro á parte e constatei que quando os casais estavam para iniciar a postura comiam muito menos girassol, chegando por vezes a deixar de o comer, só voltando a fazê-lo quando começavam a alimentar os filhotes.

Este facto chegou a funcionar para mim como um excelente indicador da fase de criação em que cada casal se encontrava, o que evitava que eu tivesse de estar constantemente a ver os ninhos para saber se o casal já tinha iniciado a postura, diminuindo deste modo o stress ás aves por verificação dos ninhos.

Milho alvo branco

14%

Milho alvo japonês

4,5%

Alpista

18%

Aveia descascada

9%

Cartamo

4%

Trigo serraceno

4%

Arroz com casca

3,5%

Cânhamo

2%

Linhaça

2%

Niger

3%

Formula utilizada no Brasil   

Girassol

30%

Alpista

30%

Painço

20%

Niger

10%

Cartamo

5%

Aveia

3%

Pirila

2%

É extremamente difícil calcular a quantidade de sementes a ser administrada diariamente, pois a mesma depende de vários factores. É preferível ter que soprar as cascas diariamente e acrescentar mais sementes do que faltarem as mesmas.

·         Papas, frutas e legumes

·         Água e outros

·         Vitaminas

·         Extrusionados


AMBIENTES E CUIDADOS

·         Os locais de criação devem de ser limpos periodicamente.

·         O ambiente deve ser limpo e ter boas condições de ventilação de fácil controle sem que as mesmas afectem o sistema respiratório dos pássaros e que possam ser facilmente modificadas em caso de emergência.

·         As aves devem de ser mantidas em gaiolas adequadas ( tamanho, número e higiene), a fim de se evitar a super lotação  das mesmas  , diminuindo deste modo as brigas por comida, poleiro ou parceiro, bem como o stress.

 

 

 

 


 

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Reino

Aninal

Sub reino

Metazzos

Tipo

Vertebrados

Classe

Aves

Sub classe

Neognatos

Ordem

Psitacíformes

Família

Psitacídeo

Género

Agapornis





MAPA DA DISTRIBUIÇÃO DOS AGAPORNIS


 

Roseicollis

 

Personatas

 

Fischers

 

Nigrigenis

 

Lilianae

 

Pullária

 

Taranta

 

Cana

 

Swinderniana

 

DISCRIÇÃO DAS ESPÉCIES DE AGAPORNIS

 

Roseicollis

Personata

Fischer

Nigrigenis

Lilianae

Cana

Taranta

Pullaria

Cabeça

Vermelho vivo

Preta

Laranja - avermelhado

Vermelho cereja

Vermelho - alaranjado

Macho - Cinza Fêmea - Verde

M- Verde (testa vermelha)  F- Verde 

Vermelho  alaranjado

Corpo

Verde

Verde

Verde

Verde

Verde

Verde

Verde

Verde

Dorso ou urupígio

Azul Celeste

Roxo

Roxo

Verde

Verde

Verde

Verde

Azulado

Voadeiras ou asas

Preto

Preto

Preto

Preto

Preto

Preto

Preto

Preto

Bico

Marfim

Vermelho

Vermelho

Vermelho

Vermelho 

Cinza claro

Vermelho

Vermelho

Olhos

Marrom escuro

Marrom escuro

Marrom

Marrom

Marrom

Marrom escuro

Marrom escuro

Marrom escuro

Patas

Cinza

Cinza

Cinza claro

Cinza claro

Cinza claro

Cinza

Cinza

Cinza

Peito

Verde

Amarelo ouro

Laranja

Verde (babador laranja)

Verde

(babador laranja)

Verde

Verde

Verde

 

 

 

 

CRIAÇÃO EM COLÓNIA OU GAIOLAS INDIVIDUAIS

 

 

A criação de agapornis pode ser feita em colónia ou em gaiolas individuais, dependendo do espaço que tenhamos, da disponibilidade de tempo, bem como dos nossos objectivos na criação destes pássaros.


As medidas das gaiolas individuais não devem ser inferiores a 80x40x40cm , para permitir algum exercício de voo aos pássaros.

O tamanho do viveiro para criação em colónia, tem que ter em conta o número de casais que pretendemos lá colocar. Um viveiro com 2x1x1m , não deve comportar mais de seis casais para evitar guerras entre eles pelo seu território de criação.

A criação em colónia oferece como vantagens o pouco tempo que é necessário nós dispensarmos  na manutenção da mesma, visto que independentemente do número de casais que lá existam o trabalho é feito como se de uma única gaiola se tratasse. Enquanto que o trabalho que nós temos com a criação em gaiolas individuais é proporcional ao número de casais que nos propomos criar. O desperdício de comida e papas também é menor dado que estes pássaros são peritos em estragar as sementes.

A criação em gaiolas individuais oferece todas as vantagens, excepto a do trabalho necessário e o desperdício na alimentação.  As principais vantagens são:

·   Possibilidade de uma criação selectiva, onde podemos escolher que macho devemos cruzar com determinada fêmea e evitar cruzamentos, cujos filhotes não são o que desejava-mos.

·   Maior número de criações por ano em virtude de os progenitores não terem que dispensar a sua atenção na defesa dos filhotes dos outros casais da colónia. Este facto atrasa a próxima postura da fêmea.

·   Possibilidade de manter por mais algum tempo os filhotes junto dos pais, o que permite aos mesmos desenvolverem os seus instintos de defesa. Muitas vezes o afastamento precoce dos filhotes e a sua colocação junto de outros pássaros origina a sua morte por lutas entre eles.

·   Maior facilidade na detecção de algum pássaro que esteja doente e diminuição dos riscos de contágio, bem como no seu tratamento.

·   Possibilidade de aumentar os casais de reprodução. A introdução numa colónia de um novo casal não é vista com bons olhos pelos casais lá existentes devido aos seus instintos de defesa territorial que irão atacar os elementos recém chegados, originando muitas vezes lutas que resulta na morte dos mesmos.

 

 

 


DOENÇAS

Uma boa observação das novas aves ajuda-nos a detectar o aparecimento de alguma ave doente e a tomar as medidas necessárias para evitar qualquer possibilidade de contágio, bem como iniciar rapidamente o tratamento da ave.

Geralmente quando o pássaro está doente apresenta um dos seguintes sintomas:

·         Fica apático

·         Não sai do poleiro ou do fundo da gaiola

·         Arrepia as penas

·         Dorme bastante

·         Perda de forças e capacidade de voo

·         Não se alimenta

·         Obra mole

·         Apresenta uma respiração ofegante

·         Fica com os olhos opacos

·         etc.

Quando um pássaro apresentar sinais de doença, a primeira medida a tomar é isolar o mesmo e colocá-lo numa gaiola enfermaria com uma temperatura a rondar os 28 graus C, porque as aves quando doentes perdem a capacidade de manter a sua temperatura corporal, ou na falta desta colocar o pássaro numa gaiola e providenciar uma fonte de calor que pode ser uma lâmpada de aquecimento sobre a gaiola a uma distância que aqueça a ave mas não a queime. De referir que o local deve de ser o mais calmo possível para stressar ainda mais a ave.

Gaiola enfermaria

 

Tipos de exames

 

·   PARASITOLÓGICO - (fezes) Verificação de ocorrência de coccidiose e outras protozooses e verminoses.

·   PARASITOLÓGICO - (penas) Ácaros e piolhos.

·   PELE DOS PÉS - Pesquisa de ácaros ou de sarna quando houver aparecimento de escamas.

·   BACTERIOLÓGICO - (fezes) Pesquisa de salmonela.


ESPÉCIES

Introdução

Agapornis é uma palavra grega que significa “ Pássaros do Amor “. Este pequeno papagaio independentemente da região onde habitava mantinha a mesma característica de viver aos pares, vindo dai  a palavra Agapornis , os inseparáveis.

Existe no mercado mundial uma desinformação no que respeita ao aspecto histórico dos agapornis e suas subespécies. É uma sucessiva cópia de várias bibliografias, onde cada um coloca um pouco de “sal em seu manjar” . E como aqui tanto faz que determinada espécie tenha sido trazida para a Europa no sec. XVIII ou no sec. XIX, vamos focar a  nossa atenção nos aspectos relevantes para o sucesso da criação destas belas Aves.

O seu colorido, a fácil adaptação e reprodução e a sua resistência a diversas temperaturas e infecções comuns estão na base da sua enorme popularidade em todo o Mundo.

Os agapornis dividem-se em 9 espécies: Roseicóllis, Fischer, Personata, Nigrigenis, Pullária, Lilianae Taranta, Cana e Swinderniana,todas elas do Continente Africano, excepção feita ao agapornis cana que tem o seu habitat natural na Ilha de Madagáscar.

 

 

 

CANA

 

O cana é o menor de todos os agapornis e o único que não é oriundo do Continente Africano, mas sim da Ilha de Madagáscar. Apresenta dimorfismo sexual , tendo o macho a cabeça cinzenta e a fêmea verde.

São pássaros sensíveis ao frio pelo que não é aconselhável mantê-los ao ar livre com temperaturas inferiores a 10 graus Cº.

A criação não apresenta problemas de maior e a postura é de 5 a 7 ovos, sendo o período de incubação de 21 dias. As fêmeas transportam o material para o ninho nas penas do dorso e da rabadilha que é desfeito, servindo apenas para forrar o chão do ninho. Por vezes preferem escavar o fundo do próprio ninho a ter de carregar material para o forrarem.

As crias permanecem no ninho cerca de 7 semanas e têm o bico amarelado com a base preta. A cor da sua plumagem definitiva só ocorre por volta dos 5 meses de idade.

A única mutação que se conhece é o arlequim.

 

 

 

 

 

 

 

 

FISCHERS


Esta espécie teve nos últimos anos um aumento de popularidade graças ás novas mutações que foram aparecendo. Os fischers têm características genéticas muito parecidas com os Personatas, porém são muito bem diferenciados pelo seu fenótipo.

Medem aproximadamente 16 cm e pesam entre 46 a 52 g . Não apresenta dimorfismo sexual.

Reproduzem-se facilmente, construindo um ninho bastante elaborado. Tanto a fêmea como o macho levam material para  o ninho no bico, mas é a fêmea que o constrói.

A postura é de cerca de 6 ovos e o período de incubação é de 22 dias. Os filhotes abandonam o ninho passado aproximadamente 6 semanas.

 

MUTAÇÕES

Dominantes – Arlequim Dominante e Slaty.

Parcialmente Dominantes – Violeta,  Factor escuro e Golden Cherry (Edged ,Richard).

Recessivas – Azul , Ino (lutino / Albino) diluído, Amarelo de Olhos Pretos, Branco de Olhos Pretos, Arlequim Recessivo.

 

LILIANAE

 A par dos nigrigenis , os lilianae são as duas menores espécies que têm o aro branco em redor dos olhos. Uma característica marcante destas duas espécies é o facto de a íris do seus olhos serem da cor bege . A ausência do roxo no seu uropígio e no seu dorso é outra das suas características. Pássaros que apresentem roxo no seu uropígio ou no seu dorso são facilmente identificados como sendo oriundos de cruzamentos com fischers ou personatas, motivo pelo qual é difícil arranjar pássaros puros. Não apresenta dimorfismo sexual.

O tamanho dos lilianae varia entre 13 a 15 cm , as fêmeas pesam entre 42 a 45 g e os machos entre 40 a 42 g.

A reprodução não apresenta dificuldades de maior, mas só fecunda metade das vezes. A postura vai até 5 ovos e o período de incubação é de 22 dias. Esta espécie começa a chocar a partir do primeiro ovo.

 

As mutações existentes são o diluído, o azul e o lutino.

É a partir do lilianae lutino que cruzado com personatas se passa a mutação lutino para estes e mais tarde para os fischers.

 

 

 

NIGRIGENIS

A par dos lilianae , os nigrigenis são as duas menores espécies que têm o aro branco em redor dos olhos. Uma característica marcante destas duas espécies é o facto de a íris do seus olhos serem da cor bege . A ausência do roxo no seu uropígio e no seu dorso é outra das suas características. Pássaros que apresentem roxo no seu uropígio ou no seu dorso são facilmente identificados como sendo oriundos de cruzamentos com fischers ou personatas, motivo pelo qual é difícil arranjar pássaros puros. Não apresenta dimorfismo sexual.

O Tamanho varia de 13 a 15 cm e o peso é de 47 a 49g para as fêmeas e de 37 a 39g para os machos.

A postura consiste em cerca de 5 ovos  e o tempo de incubação é 22 dias. Os filhotes abandonam o ninho entre a 5ª e a 6ª semana e a cor definitiva da sua plumagem acontece por volta dos 6 meses de idade.

Mutações

Dominantes – Misty

Parcialmente Dominantes – Factor escuro e violeta.

Recessivas – Azul , Diluído, Suffused e lutino

PERSONATAS 

 

É uma das quatro espécies que apresenta um aro branco em volta dos olhos (personata, fischers, lilianae e nigrigenis) e é também conhecida por “Black” devido á sua cabeça ser preta.. Mede aproximadamente 16 cm e pesa de 48 a 55g, sendo que as fêmeas são sempre maiores que os machos. Não apresenta dimorfismo sexual e é a segunda espécie de agapornis em maior número no mundo.

A criação de personatas é um pouco mais difícil que os roseicollis , mas sem problemas de maior. Os personatas são a espécie de agapornis que constrói o ninho de forma mais elaborada, fazendo ninhos cobertos com material carregado pela fêmea no bico.

A postura é de 4 a 5 ovos, podendo chegar aos 8, e o período de incubação é de 22 dias. Os filhotes abandonam o ninho com 5 a 6 semanas de vida.


Mutações

DominantesSlaty

Parcialmente dominantes – Violeta e Factor Escuro.

Recessivas – Azul, Ino (lutino/ Albino), Fallow, Arlequim e diluído


 

 

 

 

 

PULLARIA

 


É a espécie menos criada em cativeiro devido á particularidade da confecção do seu ninho que deve de ser todo fechado de cortiça para que o casal abra um tubo onde no final deste coloca os ovos. Além de que o hábito deles de saírem bastantes vezes do ninho faz com que haja necessidade de uma temperatura ambiente bastante alta para que os filhotes não morram de frio.

Os machos e as fêmeas são muito semelhantes no fenótipo e no tamanho. A fronte e a face são vermelho alaranjado, rabadilha azul clara e a restante plumagem é verde. A cor da máscara  é mais pálida na fêmea do que no macho. Quando adultos os machos têm penas pretas debaixo das asas, enquanto que nas fêmeas são verdes.

 

 

A postura é de cerca de 5 ovos e o período de incubação é de cerca de 23 dias. Os filhotes abandonam o ninho mais ou menos com 45 dias de vida. A primeira plumagem é cor de rosa e a segunda cinzenta, adquirindo a cor definitiva entre os 4 e os 5 meses.

 

 

Não há conhecimento de que existam mutações nesta espécie.

 

 

 

 

 

ROSEICOLLIS


 

É a espécie de maior número e a mais popular no mundo. Mede 15 a 17 cm e o seu peso normal é de  45g para o macho e 50 g para a fêmea e não apresenta dimorfismo sexual. Esta espécie passa hoje em dia por uma transformação com o aparecimento de um novo roseicollis conhecido por pena longa (longfeather) cujo tamanho chega a atingir 21 cm e o seu peso é cerca de 50% mais do que o normal.

São normalmente sociáveis entre si mas bastante agressivos para com os outros pássaros.

Durante a época de criação as fêmeas transportam o material de construção dos ninhos nas penas do dorso e da rabadilha. Apesar de os machos se abrigarem nos ninhos , não transportam o material para a sua construção. O ninho pode ser construído de forma elaborada a exemplo dos personatas como podem somente forrar o chão. Tudo vai depender da quantidade de material que estiver á sua disposição . Este material pode ser palha de milho, ramos de salgueiro, sabugueiro, pinheiro, tiras de papel e folhas de palmeira. Este último é o mais apreciado porque permite-lhes cortar as folhas em pequenas tiras que são facilmente transportadas para o ninho. Além disso quando são frescas fornecem humidade ao ninho. Esta humidade é fundamental para os ovos, evitando que a casca dos mesmos se torne extremamente dura, o que  dificulta ou impede os filhotes de nascerem.

O acto de provocação para o acasalamento não é tão acentuado como nas espécies com contorno branco nos olhos.

A postura é de cerca de 5 ovos e o tempo de incubação é de 22 dias. Os ovos podem começar a ser chocados a partir do 1º ovo, como podem ser só a partir do 2º ou 3º ovo. As crias nascem com aproximadamente 3g de peso e só são alimentadas pela mãe a partir do 2º dia de vida permanecendo no ninho 5 a 6 semanas. A sua alimentação é tarefa da fêmea nas primeiras 3 semanas de vida, que por sua vez é alimentada pelo macho que regurgita o alimento para o bico desta. Após este período a alimentação dos filhotes é feita pelo casal mas mais predominantemente pelo macho. Mesmo após a saída dos filhotes do ninho o macho continua durante o período de aprendizagem dos filhotes a alimentá-los no bico, bem como a defendê-los de outros pássaros.

   

Os filhotes são um pouco mais claros que os pais e a base do bico é negra, só adquirindo a sua cor definitiva a quando da muda de penas que ocorre por volta dos 6 meses de idade.

É a espécie com maior número de mutações, sendo a mais recente o opalino.

 

Mutações

 

Dominantes: - Arlequim Dominante.

Parcialmente Dominantes:Violeta e Factor escuro.

Sex –linked:- Ino ( lutino / cremino), Palido (Canela Australiano), Canela Americano e Opalino.

Recessivas:Aqua (Azul), Cara Laranja, Turquoise (Cara Branca), Golden Cherry Americano (Asa rendada verde), Silver Cherry Americano (Asa rendada azul), Suffused (Golden Cherry Japonês), Amarelo Australiano ( Arlequim Recessivo), Fulvo Pálido (Fulvo Oriental) e Fulvo Bronze (Fulvo Ocidental).

 

 

 

 SWINDERNIANA

 


 

É a única espécie de agapornis que não é possível criar em cativeiro ao que tudo indica por causa da sua alimentação específica que é a base de umas bagas só existentes no seu habitat natural

 

 

TARANTA

 

É o maior das 9 espécies de agapornis e uma das três que apresenta dimorfismo sexual. O macho possui a testa vermelha enquanto que a fêmea é completamente verde. Mede cerca de 18 cm e pesa 60 a 65 g sendo o macho  ligeiramente maior do que a fêmea.

Os filhotes nascem todos verdes e só após a primeira muda de penas é que podemos diferenciar os machos das fêmeas pelo seu fenótipo.Os machos jovens já possuem penas negras debaixo das asas e quando adultos ficam com as rémiges  completamente negras.

Menos sensíveis ao frio que as outras espécies de agaponis, dão preferência á época mais fria do ano para criarem. As fêmeas são bastantes agressivas defendendo furiosamente os seus ninhos como medida de protecção e para mostrarem aos machos a sua intenção de acasalarem. Os machos com cio sobrevoam as suas fêmeas por várias vezes ou saltitam de um  lado para o outro, acompanhando-as no controle dos ninhos.

Constróem o ninho levando pequenos pedaços de folhas, os quais são transportados nas penas do dorso e da rabadilha ou debaixo das asas. É frequente esta espécie arrancar as penas para fazer os ninhos, o que constitui um problema devido a que quando isto acontece nem as crias são poupadas ao arranque de penas. Por vezes fazem uma cavidade no chão do ninho e enchem-no com pequenos bocado de madeira.

Criam em regra geral uma só vez no ano e a postura é de cerca de 4 ovos e o período de incubação é de 25 dias , podendo demorar até 29 dias. O desenvolvimento dos filhotes é também mais demorado do que nas outras espécies de agapornis, levando entre 7 a 8 semanas para abandonar o ninho, continuando a ser alimentados pelos pais durante bastante tempo.

A sua dieta alimentar é um pouco diferente da dos outros agapornis, a qual deve de ser rica em calorias, daí comerem mais girassol, cânhamo e aveia que as outras espécies de agapornis. As bagas, os figos frescos, as maçãs e outras frutas devem de ser dadas para complemento da sua alimentação.

Um mistério com esta espécie, está no facto de por vezes as crias morrerem sem que haja uma justificação plausível, , razão pela qual muitos criadores optarem por criá-las á mão.

As mutações existentes que se conhecem são o Factor Escuro. Existe o boato de que já há tarantas canelas e lutinos, mas ainda não há provas da sua existência.

 


 


GENÉTICA

A Genética ou ciência da hereditariedade é considerada um dos ramos mais importantes  da Biologia.

Podemos descrever a Genética como uma fonte de palavras e termos irritantes para alguns e um passatempo interessante e fascinante para outros.

O facto é este : Se queremos conhecer mais acerca do milagre das mutações, precisamos de ter conhecimentos básicos de Genética quando nos aprofundamos na criação de Aves.

A hereditariedade é controlada por factores hereditários, hoje chamados de genes que passam de pais para filhos através dos gâmetas.

Cada carácter ( cor dos olhos,  cor da plumagem , sexo, etc. ) é determinado por um par de genes.

Se os genes desse par são iguais o pássaro toma a designação de   homozigótico  para esse carácter.

Se os genes desse par são diferentes o pássaro  toma a designação de  heterozigótico para esse carácter e os genes denominam-se Alelos.

 

Mutação

Quando se dá a divisão celular em condições normais, a informação genética é passada intacta de célula para célula de geração em geração.

Antes da célula se dividir , cada cromossoma dá origem a outro cromossoma inteiramente semelhante, com os mesmos genes dispostos seguindo a mesma ordem, visto que cada molécula de DNA produz uma cópia exacta de si mesma.

Quando a célula se divide em duas células, os cromossomas separam-se dos seus duplicados recém-formados  e cada uma das células filhas recebe o mesmo número e os mesmos tipos  de cromossomas e genes.

Este processo de duplicação dos cromossomas e dos genes é, geralmente, rigorosamente preciso, porém, uma vez por outra, ocorre um erro. Por razões que ainda não estão suficientemente esclarecidas, um gene sofre por vezes uma alteração química, de tal modo que o novo gene não é exactamente igual ao anterior – Um nucleotídeo é inserido em vez de outro, ou é suprimido da molécula de DNA..

Qualquer destas situações modifica a molécula do ácido nucleico , deixando de ser uma cópia do original. Por conseguinte a mensagem genética escrita no alfabeto dos nucleotídeos modifica-se.

Este processo de mudança genética, devido á alteração de um gene, recebe o nome de mutação genética.

Esta alteração produz um genótipo ( composição do gene ) completamente diferente dos genótipos originais. O resultado pode ser um pássaro sem condições de sobrevivência ou um pássaro saudável completamente diferente.

Quando um pássaro adquire um novo visual ( fenótipo ) e consegue passar o seu código genético aos seus descendentes, estamos perante o aparecimento de uma nova mutação.

Em conclusão podemos dizer que uma mutação é um desvio genético da forma original do pássaro.

 

Tipos de mutações

Dominantes – Uma mutação dominante é aquela em que só é necessário um gene do par de genes responsável por determinada característica para o pássaro mostrar no seu fenótipo essa mesma característica.

Recessivas – Uma mutação recessiva é aquela em que é necessário que o par de genes responsável por determinada característica seja constituído por dois genes iguais, para que  o pássaro possa mostrar no seu fenótipo essa mesma caracteristica.

Sex-linked – Uma mutação sex-liked é aquela que está dependente dos cromossomas sexuais . Esta mutação tem um comportamento dominante nos machos e recessivo nas fêmeas.

Parcialmente dominantes– Uma mutação parcialmente dominante ou co- dominante é aquela em que os descendentes apresentam um fenótipo intermediário em relação aos progenitores.

 

 

 

 

 


INICIANDO A CRIAÇÃO

Após ter escolhido o local, a forma ( colónia ou gaiolas individuais) e escolhido os pássaros e feito o tratamento aos mesmos, passa-se á fase seguinte que é iniciar a criação propriamente dita.

- Se vai criar em gaiolas individuais, prepare as mesmas com um ninho e material (folhas de palmeira) para a elaboração deste. Em seguida introduza os pássaros.

- Se vai criar em colónia, distribua os ninhos pelo viveiro, tendo em conta que deve de colocar todos á mesma altura e mais um ou dois ninhos do que os casais que pretende lá introduzir e coloque material (folhas de palmeira) para a sua construção. Após todos os casais terem escolhido os ninhos, retire os restantes. Assim minimizará as guerras entre eles pela posse dos mesmos, visto eles terem maior oportunidade de escolha.

Quando os casais sentirem segurança no seu novo habitat, inicia-se a construção do ninho que varia entre 2 a 4 semanas,  e a postura dos ovos, que é dia sim dia não após o primeiro ovo.

O tempo de incubação varia de espécie para espécie e tem de ter em atenção o facto de muitas fêmeas só iniciarem o choco ao 2 ou 3 ovo. Este facto confunde muitas vezes os criadores menos experientes que pensam que os ovos não estão galados porque os filhotes não nascem após o número de dias de choco estipulado para cada espécie. Basta um pequeno calculo matemático para saber que se a fêmea só iniciar o choco após a postura do terceiro ovo e o prazo estipulado  para a incubação for de 22 dias, haverá um atraso de 4 dias no nascimento de filhotes, tendo em conta a data do primeiro ovo.

Após o nascimento dos filhotes, a fêmea é quem os alimenta recebendo a comida dada pelo macho através da regurgitação deste no bico dela. Após 2 a 3 semanas a tarefa de alimentar os filhotes passa para o macho. Quando a ninhada é grande esta tarefa é dividida pelo casal.

O colocação de anilhas nos filhotes ocorre quando estes têm entre 10 a 15 dias de vida. Verifique 2 ou 3 dias mais tarde se as anilhas não saíram das patas e tenha em atenção o comportamento dos pais, porque raramente acontece os pais não aceitarem as anilhas e tentam por todos os meios retirá-las dos filhotes magoando-os gravemente. Caso isto aconteça corte as anilhas e assuma que os filhotes deste casal jamais poderão ser anilhados.

Quando os filhotes começarem a sair do ninho não os separe dos pais, visto eles precisarem ainda de  aprender a comer sozinhos e desenvolverem os instintos de defesa para com os outros pássaros.  Se criar em colónia tenha atenção aos filhotes, pois estes apesar de serem defendidos pelos pais em particular pelo macho, estão sujeitos a serem atacados pelos outros membros da colónia. Eu pessoalmente ( criação em gaiolas individuais) só separo os filhotes quando a fêmea está no fim do próximo choco ou quando começam a nascer os filhotes. Raramente acontece os pais atacarem os filhotes quando estes abandonam o ninho, mas caso isto aconteça a única solução é mesmo a separação dos filhotes dos pais.

     

Em todas as situações em que você tenha dúvidas em saber qual a melhor medida a tomar , opte por aquela que em consciência lhe pareça ser o mal menor.





ESCOLHA DO LOCAL E INSTALAÇÕES

 

O local onde se vai criar deve de ter uma boa circulação de ar, mas evitando as correntes de ar que são prejudiciais ao aparelho respiratório dos agapornis. Esta circulação  permite uma boa renovação do ar  evitando a sua saturação e impedindo que no caso do aparecimento de alguma doença que se propague pelo ar a mesma seja minimizada.

Permita que os agapornis tenham alguma exposição solar, principalmente da parte da manhã. O Sol é fundamental para a sintetização da Vitamina D, responsável pelo bom desenvolvimento ósseo.

O telhado do local de criação deve de ter um bom isolamento térmico de modo a que se evite temperaturas altas dentro das instalações, diminuindo desta forma a humidade no ar. Telhas de acrílico, plásticas, chapa ou de fibro-cimento aquecem demasiado o ambiente. As telhas tradicionais de barro são excelentes para este fim. Existem no mercado outro tipo de telhas próprias para fazer a quebra térmica necessária para manter os ambientes frescos.

Se vai criar ao ar livre tenha cuidados com os gatos e os ratos. Os primeiros atiram-se ás redes e podem ferir os pássaros, além de que os perturbam fazendo com que eles entrem em stress. Uma boa solução é a colocação de redes duplas , em que os gatos depois de algumas tentativas se apercebem que não podem chegar aos pássaros e os deixam em paz. Os ratos são uma praga que é necessário evitar porque transmitem doenças aos pássaros quando em contacto com os comedouros e os bebedouros.

 

 

 

 


PREPARAÇÃO DOS PÁSSAROS PARA A CRIAÇÃO

Após ter comprado os pássaros aconselho a esperar pelo menos um mês para iniciar a criação. Durante este tempo deve fazer um tratamento de desparasitação dos pássaros e em seguida deve administrar um complexo vitaminico que compensará o desgaste provocado pelo referido  tratamento. Este período de tempo também é útil para se aperceber se algum pássaro que adquiriu está doente.  Com este processo evitará dissabores e melhorará a qualidade dos filhotes. Pode aproveitar, caso lhe seja possível,  este tempo para soltar os pássaros num viveiro para que eles formem casais.


 

 

Ninhos

Existem no mercado vários tipos de ninhos com diferentes tamanhos. Eu pessoalmente prefiro ninhos grandes porque além de serem mais espaçosos, o que permite que os filhotes não se pisem uns aos outros,  tem a vantagem de permitir uma melhor dissipação do calor provocado pela respiração dos mesmos, o que faz com que o ninho quando demasiado pequeno fique extremamente húmido e quente. Este facto é deveras importante porque quando os filhotes se encontram nesta situação começam a desidratar. Esta desidratação tem como consequência o má formação óssea e muscular , ficando os pássaros com aspecto de raquíticos. Inclusive aconselho a que se façam uns furos na lateral (parte superior) dos ninhos para melhor dissipação do calor.


 

 

 

PROFILAXIA

 

·         Profilaxia são as medidas preventivas necessárias para se evitarem doenças e elas passam por:

·         Boa alimentação

·         Boas condições de manejo e higiene das gaiolas.

·         Evitar aves doentes.

 

Boa alimentação

Tenha sempre um comedouro com uma boa e equilibrada mistura de sementes, um bebedouro com água limpa, um pequeno comedouro com uma papa (farinhada) de qualidade, osso de choco (siba), um recipiente com a areia própria para aves e dê frutas e legumes. ( ver item da alimentação)

 

Boas condições de manejo e higiene das gaiolas

Todos os utensílios utilizados na manutenção e criação de agapornis ( comedouros, ganchos, poleiros, grades, etc.) devem de ser desinfectados periodicamente e  deixados de molho numa solução de cloro (lixívia) ou lisoforme a 10% por um período de 8 horas.

  • Lixívia - 10 dl para 1 litro de água.
  • Cloro líquido - 10  ml para 5 litros de água.
  • Cloro em pó - 1 gr por 10 litros de água.
  • Os bebedouros devem de ser desinfectados semanalmente.

·         Os poleiros devem de ser raspados uma vez por mês e depois de colocados de molho devem de ser secos para evitar o aparecimento de fungos nos pés dos pássaros.

·         As grades devem de ser lavadas com água e sabão e limpas com uma escovinha para retirar restos de frutas e depois deixadas de molho na solução de cloro.

·         Quando utilizar uma espátula para limpeza do fundo das gaiolas, certifique-se que a mesma está desinfectada.

Importante: Nunca fazer a limpeza das gaiolas com os pássaros lá dentro, pois o cloro é toxico. Além de que vai stressar os mesmos, podendo inclusive provocar ataques cardíacos e estado de choque. O stress provocado pela mudança de gaiola é muito menor e evita-se correr riscos desnecessários.

 

Evitar aves doentes

Não aceite em casa um pássaro doente e se o tiver que fazer isole-o dos demais.

Certifique-se que as novas aves que adquiriu estão de perfeita saúde e mesmo quando lhe pareça que estão bem faça-lhes um período de quarentena de 40 dias  e acompanhe o seu estado de saúde antes de as juntar ás outras.







REPRODUÇÃO

 


A criação e reprodução de agapornis é muito mais do que juntar dois pássaros , colocar um ninho e esperar que eles criem. Antes de mais devemos perguntar a nós próprios se temos condições para criar estes pássaros por forma a que eles tenham as condições ideais para o fazer. A criação de qualquer tipo de Ave sem as mínimas condições é além de errado, uma demonstração de falta de ética e um desrespeito com a vida  animal.

Quem se quer iniciar na criação de agapornis tem que em pensar em primeiro lugar que estas aves são bastante activas e os sons que emitem são considerados por muitos como excessivamente altos. Como tal criar estes pássaros em apartamentos ou em locais densamente povoados pode no futuro trazer problemas com os vizinhos. Se está nesta condição, o melhor é começar com um ou dois casais e verificar se o barulho por eles feito não o incomoda, nem á sua vizinhança. Eu próprio já criei agapornis num apartamento e não tive qualquer problema com o barulho deles.

 

 

Escolha dos pássaros

A escolha dos pássaros que vão formar os casais reprodutores é fundamental para o sucesso das suas criações. Não vou aconselhar a comprar em lojas da especialidade nem em Criadores pois  tanto pode ter alegrias e dissabores num lado como no outro. Compre onde sentir confiança para o fazer. Se não tem nenhum  conhecimento nesta área aconselho a que faça uma visita a alguns criadores e fale com alguém que já tenha alguma experiência na criação. A internet é um excelente meio para se informar de tudo sobre estas Aves e formar uma opinião própria, porque  nenhum criador por muito bom que seja detém o dom da verdade no que respeita á criação destas aves.

Escolha pássaros que sejam activos, que apresentem uma boa plumagem e que não estejam sujos junto ao anus  pois é sinal que estão com diarreia. Pássaros que estão encolhidos a um canto com as penas entufadas que tenham os olhos remelados ou inchados é sinal que estão doentes e que colocados junto de outros os podem contaminar.

Prefira pássaros anilhados, pois assim poderá saber a sua proveniência, bem como a sua idade. É preferível comprar pássaros novos com apenas alguns meses de idade do que comprar pássaros já adultos, principalmente se for com mais de dois anos de idade. Muitas vezes esses pássaros são colocados á venda porque têm algum problema para criar, sobretudo se for fêmeas. Também é verdade que por vezes certos pássaros não criam bem em nossa casa e passam a criar bem quando mudados de ambiente, e isto geralmente acontece quando os mesmos já estavam criando noutro local e não se ambientaram ao nosso. Quando assim é , o melhor é mudá-los novamente para afastá-los do local onde não sentem segurança para criar.

A questão mais controversa que existe na criação dos agapornis é distinguir os machos das fêmeas (espécies onde não há dimorfismo sexual). Este é o principal obstáculo a quem se está a iniciar. Mesmo criadores com largos anos de experiência sentem dificuldades em saber o sexo dos agapornis quando estes são novos. Muito se tem escrito sobre esta matéria e ninguém em consciência pode afirmar com 100% de segurança que existe um método infalível para a determinação do sexo dos agapornis, excepção feita á analise de DNA   quer por amostra de sangue ou de penas. As excepções são alguns cruzamentos com mutações sex-linked , e mesmo ai temos que confiar na honestidade do criador. Este problema agrava-se com o facto de existir  homosexualismo entre agapornis, mais comum entre as fêmeas do que com os machos. Isto só acontece se os pássaros não tiverem oportunidade de escolher um parceiro do sexo oposto. É frequente duas fêmeas comportarem-se como um verdadeiro casal, fazendo o ninho, dando comida na boca e  em que uma delas assume o papel de macho galando a outra. Este facto confunde frequentemente os criadores que só se apercebem mais tarde devido ao número exagerado de ovos no ninho e pelo facto de eles não estarem galados. Quando se trata de dois machos é mais fácil o criador se aperceber dado que eles não fazem o ninho e devido á ausência de qualquer ovo, apesar de se comportarem como um casal.

Em adultos consegue-se diferenciar mais facilmente o sexo por apalpação dos ossos da bacia que são mais largos e arredondados nas fêmeas e mais apertados e pontiagudos nos machos. As fêmeas também são ligeiramente maiores e têm a cabeça e o abdómen   mais arredondado que os machos.  A maneira mais eficaz de formar casais sem recurso a análise de DNA é colocar vários pássaros numa voadeira e esperar que eles acasalem por si. Este processo não é demorado e tem a vantagem de os pássaros formarem casais por mútua afinidade, evitando a incompatibilidade que muitas vezes acontece com a formação de casais imposta pelo criador que atrasa o inicio da reprodução e que em casos extremos leva a que o casal não crie.

 

 

 

 

 


TABELAS DE CRUZAMENTOS

 

CRUZAMENTO DO VERDE NORMAL COM UMA MUTAÇÃO RECESSIVA

Verde normal

X

Azul

=

100% de Verde normal portador de azul

Verde normal portador de azul

X

Verde normal portador de azul

=

50% de Verde normal portador de azul

25% Verde Normal

25% Azul

Verde normal portador de azul

X

Azul

=

50% Verde normal portador de azul

50% de Azul

Verde normal

X

Verde normal portador de azul

=

50%  Verde normal

50% Verde normal portador de azul

Azul

X

Azul

=

100% de Azul

Esta tabela aplica-se ao cruzamento de um agapornis da cor selvagem ( verde) de qualquer espécie com uma mutação recessiva da mesma  espécie.

Ex::

Roseicollis verde X Roseicollis azul

Fischer verde X Fischer azul

Personata verde X Personata azul

Nigrigenis Verde X Nigrigenis azul

Etc.

Nesta tabela foi escolhida a mutação azul para facilitar a compreensão, mas podia ter sido escolhida qualquer outra mutação recessiva.

Para tal basta substituir a palavra azul pelo nome de outra mutação recessiva para sabermos quais os resultados desse cruzamento.

CRUZAMENTO DE UMA MUTAÇÃO DOMINANTE

Violeta DF

X

Azul

=

100% de Violeta SF

Violeta SF

X

Violeta SF

=

50% Vileta SF

25% Violeta DF

25% Azul

Violeta SF

X

Azul

=

50% Violeta SF

50% de Azul

Violeta DF

X

Violeta SF

=

50%  Violetas DF

50% Violetas SF

Violeta DF

X

Violeta DF

=

100% de Violeta DF

DF = Factor Duplo         SF = Factor Simples

 

CRUZAMENTO DE UMA MUTAÇÃO SEX-LINKED

Macho lutino

X

Fêmea normal

=

50%  Machos normais portadores de lutino

50% Fêmeas lutino

Macho normal

X

Fêmea lutino

=

50% Machos normais portadores de lutino

50% Fêmeas normais

Macho lutino

X

Fêmea lutino

=

100%  Lutinos

Macho normal portador de lutino

X

Fêmea normal

=

25% Machos normais

25% machos portadores de lutino

25% Fêmeas normais

25% Fêmeas lutino

Macho normal portador de lutino

X

Fêmea lutino

=

25% Machos normais portadores de lutino

25% Machos lutinos

25% Fêmeas normais

25% Fêmeas lutino

 

Nesta tabela foi escolhido o lutino como mutação sex-linked mas poderia ter sido escolhido o Canela Australiano, o Canela Americano ou o Opalino.

CRUZAMENTO DE UMA MUTAÇÃO PARCIALMENTE DOMINANTE

( FACTOR ESCURO)

Verde

X

Verde

=

100% Verde

Verde

X

Jade

=

50% Verde

50% Jade

Verde

X

Oliva

=

100% Jade

Jade

X

Jade

=

50% Jade

25% Verde

25% Oliva

Jade

X

Oliva

=

50% Jade

50% Oliva

Oliva

X

Oliva

=

100% Oliva

Jade = Verde com 1 factor de escurecimento  

Oliva = Verde com 2 factores de escurecimento

Esta tabela também se aplica á mutação azul bastando mudar o Verde para Azul , o Jade para Cobalto e o Oliva para Malva

Cobalto = Azul com 1 factor de escurecimento 

Malva =  Azul com 2 factores de escurecimento